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  • Foto do escritorRevista Maxxi

Aos 12 anos, menina com autismo lança livro de aventura e ficção


Um livro de uma menina com autismo. Diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desde os 5 anos, Yasmin Anita, de 10 anos, é doce, meiga e tem olhos atentos a tudo ao seu redor.


A menina vaidosa, está sempre com esmalte e enfeites no cabelo, ama escrever. A alma de escritora despertou cedo quando tinha 3 anos e nunca mais parou. Que exemplo!


Recentemente, Yasmin Anita lançou o livro “2030 – o Despertar de Uhiri”, que conta as aventuras de duas garotas em cenários mágicos como o Ártico e a Amazônia. O lançamento da obra foi na escola pública em que a menina estuda em Brasília (DF).


Orgulhosa, a mãe da menina Lucy Mary de Araújo, de 59 anos, que adotou Yasmin ainda bebê, contou que a filha, aos 3 anos, criava histórias e a primeira foi do Mosquito Frederico.


Livro


O livro “2030 – o Despertar de Uhiri foi feito em parceria com Andréia Nayrim, monitora de Yasmin, educadora inclusiva, cantora, compositora e escritora.


“A Yasmin é extraordinária. Começamos o projeto e, em pouco mais de um mês, no final de novembro, concluímos o livro. Nossos encontros eram de 15 minutos, após o intervalo”, disse Andréia.


A obra da menina com autismo conta em forma de ficção uma aventura que traz como cenários o Ártico e a Amazônia. O desenrolar da trama é feito por duas meninas diferentes, mas que trazem em comum a luta por aquilo que amam, assim como Andréia e Yasmin.


TEA


Antes de identificar os potenciais e talentos de Yasmin Anita, a mãe teve de enfrentar uma via crucis até descobrir o que levava a filha a ter um comportamento diferente ao de outras crianças. O diagnóstico Transtorno do Espectro Autista (TEA) respondeu suas angústias.


“Yasmin começou a ter uma atitude meio agressiva, de morder muito os amiguinhos. Ela tinha dificuldade do não”, disse. “Eu considerava o comportamento dela ‘coisa de criança’. Não sabia nada sobre autismo.”


Apenas aos 4 a 5 anos, veio o diagnóstico de Yasmin Anita. “Quando a Yasmin tinha crises, não se barganhava com ela. Podia oferecer chocolate, boneca, o que fosse. Ela chorava e ficava exausta de tanto chorar”, contou.


Yasmin acaba de concluir o 5º ano do Ensino Fundamental. Edileusa de Sousa, professora da menina, disse que a conheceu em 2018. Ela era coordenadora da Escola Classe 405 Norte e atendia a estudante quando ela não queria ficar em sala de aula.


“Yasmin é uma menina que gosta demais de ler e de ajudar as pessoas. Tem facilidade de aprender. Às vezes, a dificuldade é prestar atenção. Mas na primeira explicação ela entende. Quando ela não entende de primeira, ela se agita, mas logo a gente explica, pede para ter calma. E ela já percebe quando está se agitando e consegue ter autocontrole”, afirmou.


Iguais


Na sala de Yasmin, há outras cinco crianças com diagnósticos de TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), TPAC (Transtorno do Processamento Auditivo Central) e dislexia. Junto com a professora, outros dois monitores acompanham as crianças. “Mesmo assim é um desafio”, afirmou professora Edileusa.


Para a professora, a Educação Inclusiva é fundamental para todos os estudantes. “As crianças sem deficiência acolhem, aprendem a estar com os diferentes, a entender as dificuldades, a ajudar.”


Segundo Edileusa, é fundamental preparar a criança para o mundo. “A criança que é inclusa aprende a ter mais autonomia, ter autoestima, a se socializar”, disse.


Só Notícia Boa/Com informações do SINPRO-DF

Foto: reprodução / Sindprodf

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