• Revista Maxxi

Dia Internacional da Língua de Sinais é comemorado hoje


Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo relembrar a importância da inclusão de pessoas surdas ou com deficiência auditiva através do uso de Libras.

O presidente da Associação dos Surdos de São Paulo, Jorge Rodrigues, afirmou que a Língua Brasileira de Sinais (Libras), “tem um sistema todo, com regras gramaticais, com sintaxe, tudo”.


O que é?


Aa línguas de sinais utilizam gestos e movimentos que podem substituir a comunicação através dos sons. Elas têm léxico e gramática próprios, entretanto, há versões diferentes dessa linguagem em diferentes países.


O sistema brasileiro é derivado da língua gestual francesa e da própria construção de uma linguagem que foi desenvolvida ao longo dos anos no país. Dessa forma, é possível encontrar algumas semelhanças entre a versão brasileira e as versões encontradas na Europa e América.


Foi em 2002 que a Libras foi reconhecida pela Lei nº 10.436 como meio legal de comunicação e expressão. Agora, a luta é para que a língua de sinais seja oficializada como segunda língua oficial do país. Atualmente, a PEC [proposta de emenda à Constituição] 12/2021 espera aprovação para que a Libras ganhe seu reconhecimento.


Preconceito e conscientização


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 10 milhões de brasileiros são surdos ou possuem algum tipo de deficiência auditiva. Jorge nasceu surdo devido a rubéola contraída pela mãe durante a gestação.


A exclusão na vida de pessoas surdas é constante. É notório quando, no nosso entorno, os espaços como restaurantes, bares e lazer em geral não estão aptos para receber pessoas surdas ou com deficiência auditiva, limitando essa parcela significativa da sociedade a espaços restritos e excludentes.


A forma de combater o preconceito está na disseminação da língua de sinais. “Acho que o maior entrave é a falta de incentivo para que a Libras seja inserida na grade curricular das escolas e faça a inclusão acontecer. Sem isso, as pessoas não saberão sobre Libras, sobre as pessoas surdas, sobre as nossas lutas”, salienta Jorge.


Ademais, ampliar a oferta de empregos para a comunidade surda, escolas bilíngues habilitadas para ensinar Libras com professores surdo e a obrigatoriedade de intérpretes em faculdades, hospitais, entre outros, são formas de promover a inclusão.


João Sanita/com informações da Agência Brasil




headbanner.png