• Revista Maxxi

Doria anuncia fase emergencial até o final do mês 

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (11) a criação da fase emergencial para combater o novo coronavírus e tentar evitar o colapso dos hospitais. As novas regras que entram em vigor a partir de segunda-feira, 15 de março, e seguem até o dia 30, trazem um endurecimento ainda maior nas medidas de restrição da quarentena de covid-19 em todo o estado.


PRINCIPAIS MUDANÇAS


Atividades religiosas como missas e cultos não poderão mais ocorrer presencialmente;

Campeonatos esportivos, como jogos de futebol, ficam suspensos;

Escolas da rede estadual ficarão abertas apenas para oferta de merenda;

Rede privada poderá atender alunos de pais que precisam trabalhar fora, com limite de 35% da capacidade;

Lojas de material de construção não poderão abrir;

Teletrabalho obrigatório para atividades administrativas não essenciais;

Estabelecimentos não poderão operar com serviço de retirada presencial, apenas delivery;

Serviços essenciais como padarias, supermercados e postos de gasolina terão horários reduzidos de funcionamento.

Outra medida anunciada pelo governador João Doria, o escalonamento para uso do transporte público pelos trabalhadores de serviços considerados essenciais. A sugestão é que trabalhadores da indústria usem o transporte público das 5h às 7h da manhã. Os demais trabalhadores em serviços essenciais devem usar o transporte público das 7h às 9h e, os do comércio essencial, no período entre as 9h e as 11h.


CRISE SANITÁRIA


O estado de São Paulo registrou 517 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24h, além de 16.058 novos casos confirmados da doença, e a taxa de ocupação de UTIs alcançou seu maior índice histórico, com 82% dos leitos ocupados.

Durante a coletiva o secretário de Saúde, Jean Jean Gorinchteyn, disse: "Nosso estado enfrenta uma das maiores, senão a maior crise sanitária de todos os tempos. Mesmo a gripe espanhola não assolou tantas vítimas, com repercussão tão dramática como a da covid em nosso meio. Com a pandemia acometendo cada vez mais pessoas, os nossos hospitais começam a comprometer-se. Vários já estão comprometidos, chegando a 100% de sua ocupação. Estamos no limite".