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Entenda como o golpe do Pix é aplicado e como se proteger


Criado pelo Banco Central, o Pix é um método de pagamento imediato, no qual o usuário tem a possibilidade de fazer transações em menos de 10 segundos, utilizando um aplicativo de celular. Juntamente com TED, DOC e cartões, o Pix é uma forma eficiente de receber e fazer pagamentos.


Apesar da inovação trazer tanta facilidade aos usuários, uma nova modalidade de crime surgiu. Os marginais fazem uso do Pix em sequestros-relâmpagos e nos roubos, uma vez que a rapidez das transações auxiliam na execução do crime.


Veja quais são os golpes mais comuns


WhatsApp


No WhatsApp, os criminosos podem clonar a conta do usuário fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro para conseguir o código de segurança, o qual já foi enviado por SMS pelo. Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta do WhatsApp e pedem dinheiro emprestado aos contatos da vítima.


Nesse caso, para reduzir os riscos de acontecer um golpe, habilitar a “Verificação em duas etapas” no aplicativo pode ajudar.


Ainda no WhatsApp, outra forma dos bandidos aplicarem um golpe é pegar a foto de uma pessoa nas redes sociais, criar uma nova conta e conseguir os contatos dessa pessoa de alguma forma. Logo após, eles alertam os familiares que houve uma troca de número e em seguida pedem um depósito via Pix, alegando estar em uma situação de emergência.


O alerta, nesse caso, é tomar cuidado com os dados que são expostos em redes sociais, como por exemplo, número de telefone.


Falso funcionário


Se passando por um falso funcionário de banco, ou de central telefônica, o fraudador entra em contato com a vítima e oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix, ou diz que o usuário precisa fazer um teste para regularizar seu cadastro, induzindo a vítima a fazer um depósito bancário.


Perante esse golpe, vale ressaltar que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados pelas instituições financeiras de forma ativa, tampouco por funcionários que ligam para os clientes e pedem para fazer testes com Pix.

Medidas tomadas


O Banco Central anunciou algumas mudanças que serão tomadas para diminuir esses crimes, os quais são estabelecer um limite de R$ 1.000 para transações realizadas das 20h às 6h, através de Pix e TED em canais digitais. Ademais, também foi aderido um cadastro realizado pelo usuário de contas específicas que poderão ultrapassar o valor do teto, entretanto, os pedidos só serão validados após 24 horas.

Melhorias sugeridas


Alguns especialistas sugeriram uma série de mudanças e melhorias tecnológicas nos aplicativos de instituições financeiras para evitar esse tipo de crime, como por exemplo, verificação dupla, bloqueio por geolocalização e horário, entre outros

João Sanita/ Com informações do Jornal Contábil