• Revista Maxxi

Esclerose Múltipla e a importância da conscientização populacional


O Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, comemorado hoje (30) e instituído pela Lei 11.303/2006, visa dar mais visibilidade à doença, além de informar e conscientizar a população de que o diagnóstico precoce da enfermidade, que pode ser tratada e impedir sequelas.


A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença na qual o sistema imunológico destrói a cobertura que protege os nervos, causando lesões que, por sua vez, resultam em distúrbios na comunicação entre o cérebro e o corpo. Seus sintomas são diferentes, entre eles estão a perda da visão, dor, fadiga e comprometimento da coordenação motora.


A doença se expressa de forma diferente em cada corpo, enquanto em alguns ela pode ser agressiva e ter sintomas crônicos que nunca desaparecem, em outros os sintomas não se expressam por quase toda a vida. Para combatê-los, é necessário fazer fisioterapia e iniciar um tratamento com medicamentos que possam suprimir o sistema imunológico, retardando a progressão da doença.


A esclerose começa entre os 20 ou 30 anos, e apesar de levar um tempo para se expressar no corpo humano, ela ataca as pessoas na época mais produtiva de suas vidas, entre os 25 e 55 anos de idade.


Segundo Guilherme Torezani, o coordenador de Doenças Cerebrovasculares do Hospital Icaraí e coordenador da neurologia do Hospital e Clínica de São Gonçalo, a esclerose múltipla é uma doença autoimune e dependendo da área do cérebro afetada, vários sintomas surgem subitamente, em surtos.


“Se o paciente deixar isso passar, não investiga, a doença vai piorando. É importante haver essa conscientização de que os sintomas neurológicos novos devem ser sempre investigados por um neurologista. Por isso, a gente fala em diagnóstico precoce” afirma Torezani



Estimativa


Segundo dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla e da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados em 2013, indicavam que no Brasil existiam 40 mil casos da doença. Entretanto, o número é um pouco subestimado se pensarmos que boa parte dos diagnosticados convivem com ela por 30 ou 40 anos antes do diagnóstico médico.


Segundo o Ministério da Saúde, a média é de que a cada 100 mil habitantes, 8,69 estão diagnosticados. No mundo, estima-se que 2 milhões a 2,5 milhões de pessoas convivam com a esclerose múltipla.



Mulheres


A Esclerose Múltipla atinge duas vezes mais as mulheres do que homens e é diagnosticada, em média, aos 30 anos na mulher, sua idade mais produtiva, embora possa acometer desde crianças até pessoas mais velhas. Isso vale para outras doenças autoimunes como lúpus, doença de Crohn, por exemplo.

O tratamento é feito através de medicamentos. Ao todo, existem no mundo cerca de 14 ou 16 medicamentos aprovados por agência reguladora e com reconhecimento científico para o tratamento. Desses, em torno de 12 existem no Brasil e dez estão disponíveis na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).


João Sanita

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