• Revista Maxxi

Grupo Pró-Estudar: uma luta matonense pela democratização do ensino superior

A corrida por uma vaga no ensino superior é bastante árdua no Brasil, principalmente para os estudantes da rede pública. Muitos cursinhos oferecem um empurrãozinho nessa disputa, mas cobram caro por isso. Dedicado à rede pública e com o apoio da Secretaria de Educação e Cultura, o Grupo Pró-Estudar (GPE) oferece um cursinho popular aos estudantes matonenses concluintes ou que já concluíram o ensino médio.Um cursinho popular em Matão? Sim! Os cursinhos populares são recentes no Brasil e, historicamente, estão inseridos dentro da luta pela democratização do ensino superior e, geralmente, ligados a alguma instituição, como universidades, igrejas etc. Em Matão, o GPE atua desde 2012 como um cursinho popular, ofertando aulas gratuitas aos sábados para 60 alunos da rede pública. Sem vínculo institucional, o GPE foi criado por universitários da cidade, com um grupo atual de 26 voluntários.Os professores estudam nas universidades públicas da região, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de São Carlos (Ufscar), e dedicam parte do seu tempo ao compartilhamento de seus conhecimentos com o próximo, sem cobrar nada. A luta pela democratização do acesso ao ensino superior é um dos principais objetivos do GPE. Entendendo a realidade do ensino público no Brasil, o grupo enxerga sua atuação no território matonense como importante para inserir a juventude popular na universidade.Cursinho popular = Escola? Nada disso, esses espaços são diferentes em organização e formas de ensino. A escola é orientada por documentos oficiais nacionais e tem como objetivo a formação para a cidadania. Os cursinhos não são regidos por documentos em comum e buscam como objetivo preparar seus alunos para obterem sucesso no vestibular. Assim, a pedagogia cede lugar para uma revisão de conteúdos e uma espécie de treino, ambos focados na prova. No GPE, os professores têm autonomia para escolherem os conteúdos, a forma de transmiti-los, preparar materiais e indicar conteúdos culturais. Eles também são orientados a evitar uma imagem autoritária de professor, nutrindo uma relação mais igualitária com o aluno e uma aula mais participativa. O GPE busca melhorar a formação dos alunos sem perder o foco na preparação para o vestibular.E qual é o diferencial? O grande diferencial é a preocupação com o emocional dos vestibulandos. No GPE, um importante eixo é o acompanhamento pedagógico realizado com os alunos. Por meio de atividades, nós visamos trabalhar em três acompanhamentos: o pedagógico, com objetivo de auxiliar no desenvolvimento acadêmico dos alunos; o profissional, que visa guiá-los no processo da escolha profissional; e o emocional, no qual trabalhamos aspectos como ansiedade, medo e falta de motivação. Também são abordadas a vivência universitária e as oportunidades oferecidas pelas universidades, e para isso contamos com o sistema de apadrinhamento. Esse sistema busca ampliar a troca de experiências entre alunos e voluntários, de forma que o estudante é apadrinhado por um voluntário responsável por auxiliá-lo, como um mentor, e por compartilhar suas vivências universitárias.Hoje, o GPE também conta com a Parceria pela Valorização da Educação (PVE), iniciativa do Instituto Votorantim e Citrosuco-Matão, para atingir um número maior de estudantes e intensificar a luta pela democratização em todas as dimensões da educação.


4 visualizações0 comentário

(16) 3383-9092 | (16) 99151-5077

  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

SITE POR @HIBOUPROPAGANDA