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Hobby do ferreomodelismo atrai pai e filho em Matão


Em época de isolamento social, muitas pessoas têm aderido a algum hobby ou a alguma atividade prazerosa para manter a mente ocupada e se esquecer, por alguns momentos, das tristes notícias que assolam o mundo. Um destes hobby tem sido o ferreomodelismo. O trem elétrico é uma excelente opção para quem está procurando algo para entreter a mente e passar o tempo. É um hobby saudável, desestressa e ajuda neste momento tão delicado pelo qual todos estão passando.


De norte a sul do Brasil, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país.


Em Matão, o gerente comercial Rodrigo Albano, 44 anos, iniciou-se neste hobby ainda criança. “Por volta dos 8 anos ganhei um trem do meu pai, e o tenho até hoje. Era apaixonante ainda mais por ter crescido perto da linha do trem, e na época ainda passavam trens de passageiros. Agora, depois de adulto, comecei a reviver novamente essa sensação”, afirma Rodrigo, que conseguiu passar esta paixão ao filho Sávio Henrique, de 12 anos. “Com aproximadamente cinco anos ganhei um trem e de lá para cá meu interesse por esse hobby só aumentou”, complementa Sávio.


A dupla tem até uma maquete para rodar suas quatro locomotivas e os três vagões. “Sou privilegiado por ter muitas outras atividades que posso me dedicar mesmo estando em casa, mas, com certeza, em virtude da pandemia, tenho mais tempo para ajudar o Sávio com a maquete, e mexemos nela toda semana. Não sei de quem herdei esse hobby, mas recentemente fiquei sabendo que minha mãe Ivone sempre gostou de trem. Talvez tenha herdado dela”, conta Rodrigo.


O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo, e sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.


“O ferreomodelismo é uma mistura de entretenimento, baseado em modelos de escala, e arte, pois os amantes deste hobby ficam fascinados quando começam a construir suas maquetes, fazer toda a parte de decoração e cenário e projetar as construções. É preciso ter capacidade de observação para se construir uma maquete, pois todo esse trabalho de reprodução do mundo real é totalmente artesanal”, diz Lucas Frateschi, diretor da Frateschi Trens Elétricos, empresa com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, “Em tempos como estes, em que as famílias têm ficado em casa, é preciso arrumar algum hobby para distrair a mente. As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, finaliza Lucas.


Fonte: Paulo Viarti - F2 Assessoria de Imprensa

Foto: Arquivo pessoal


Marco Tulio Portugal

Foto: Marco Tulio Portugal