• Revista Maxxi

Pandemia causa queda de 27 milhões de procedimentos


Durante a pandemia do covid-19, muitas pessoas desmarcaram consultas médicas e cirurgias devido ao receio de serem contagiados pela doença. Dessa forma, segundo dados do levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), 27 milhões de procedimentos de saúde que não são de emergência foram adiados em 2020, tais quais exames e consultas.


Quando comparado os números referentes a março e dezembro de 2020 (início da pandemia até o fim do mesmo ano) com o mesmo período em 2019, é notório uma diferença de 26,9 milhões de procedimentos, dentre eles exames de diagnóstico, pequenas cirurgias, procedimentos clínicos e transplantes.


Os procedimentos eletivos, ou seja, aqueles que não são de urgência e emergência, tiveram impacto diretamente devido à estrutura da rede de saúde ter se voltado por completo aos pacientes com covid-19.


Quando considerados os números absolutos, os procedimentos que tiveram mais impacto foram os da área de oftalmologia (-6,2 milhões), seguidos por radiologia e diagnóstico de imagem (-5,3 milhões), médico-clínico (-2,8 milhões) e radioterapia (-2,5 milhões).


Exames como os de gasometria (medição de quantidade de O2 e CO2 no sangue), câncer e Papanicolau também foram bastante afetados pela pandemia. Atendimento em centro de atenção psicossocial, cauterização de lesões na pele e atendimento para indicação ou inserção do dispositivo intrauterino (DIU) são outros procedimentos bastante afetados.


2021


Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), é possível adotar uma série de medidas como uma tentativa de compensar a queda, através de campanhas juntos aos pacientes, com uma atenção especial àqueles com doenças crônicas.


Em 2021, no primeiro semestre, o número de procedimentos eletivos foi de 50 milhões, 20% a mais que em 2020, quando foram registrados 41,6 milhões de consultas, exames, entre outros. Quando comparado com o 1º semestre de 2019, o número representa uma queda de -14%.


Ministério da Saúde


Segundo uma nota divulgada pelo Ministério da Saúde, a organização para os procedimentos de saúde e os critérios para definir as prioridades cabe aos estados e municípios. Ainda na nota, o órgão afirma que disponibilizou R$ 350 milhões em recursos adicionais para esse tipo de procedimento.


De acordo com a pasta, no primeiro semestre foram realizadas 3,7 milhões de cirurgias eletivas, com aumento em relação ao mesmo período de 2020, com 3,4 milhões desses procedimentos, mas ainda há queda se comparado ao primeiro semestre de 2019, quando equipes de saúde fizeram 4,9 milhões de cirurgias.

João Sanita/Com informações da Agência Brasil


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