• Revista Maxxi

Paralimpíada Escolar abre portas para profissionalização


Oito atletas paralímpicos, os quais ganharam medalha de ouro na Paralimpíada de Tóquio (Japão), foram revelados em edições da Paralimpíada Escolar, evento voltado para jovens de 11 a 18 anos de todo país. Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), esse é o maior evento do gênero voltado a crianças com deficiência em idade escolar no mundo.


Petrúcio Ferreira, Talisson Glock, Gledson Barros, Leomon Moreno, Alex de Souza, Yeltsin Jacques, Wendell Belarmino e Gabriel Geraldo são alguns dos atletas paraolímpicos que ganharam medalha de ouro nesta edição em Tóquio.


O precursor do projeto “Paraolímpicos do Futuro” surgiu em 2006 e, posteriormente, a Paralimpíada Escolar passou a ser realizada a partir de 2009. Talisson (natação), Gledson (futebol de 5), Alex (goalball), Yeltsin (atletismo) e Leomon surgiram juntamente na primeira edição de 2009, em Brasília.


Leomon é campeão paraolímpico no goalball em Tóquio, assim como Alex, e curiosamente se destacou nas pistas. Outros medalhistas também foram revelados naquele evento pioneiro, como o velocista e campeão paralímpico Alan Fonteles, a arremessadora de peso Marivana Oliveira, o saltador Mateus Evangelista, a mesatenista Bruna Alexandre e os nadadores Ruiter Santos, Andrey Garbe e Matheus Rheine.


Segundo Ramon Pereira, coordenador de Desporto Escolar do CPB, dos 236 atletas com deficiência que representaram o país em Tóquio, 65 deles (27,5%, ou seja, mais de um quarto do total) disputaram a Paralimpíada Escolar em algum momento, inclusive em edições recentes do evento. Para descobrir esses talentos, Pereira explica que uma avaliação dos resultados desses atletas é feita para que, a partir desses dados, seja possível identificar e pinçar os talentos.


Cancelada no ano passado devido à pandemia de covid-19, a Paralimpíada Escolar será realizada novamente entre 22 e 27 de novembro deste ano, em São Paulo. São 12 modalidades: atletismo, bocha, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, futebol de 5, vôlei sentado, futebol de 7 (paralisia cerebral), goalball, basquete em cadeira de rodas e parabadminton.


A última edição, em 2019, reuniu mais de 2 mil participantes, entre alunos, professores, dirigentes e estafe. O coordenador do CPB entende que com a expansão dos centros de referência paralímpicos (que fomentam o paradesporto da iniciação ao alto rendimento, replicando atividades desenvolvidas no CT Paralímpico), será possível ampliar o alcance do esporte e qualificar a captação de potenciais atletas. Segundo ele, 14 estados do país contam atualmente com estes centros.


João Sanita/Com informações da Agência Brasil

Foto: Ale Cabral/CPB

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