• Revista Maxxi

Paralimpíadas e a busca de incentivo dos atletas


Após o sucesso do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio 2020, a qual aconteceu de 23 de julho a 8 de agosto deste ano, a expectativa para as Paralimpíadas aumenta perante as conquistas do país nesta edição. Com sete medalhas de ouro, seis pratas e oito bronzes, os atletas brasileiros trouxeram para casa um total de 21 medalhas, duas a mais que na edição, sediada no Rio de Janeiro em 2016.


Dos esportes coletivos aos individuais, dos veteranos aos calouros e de homens e mulheres, a diversidade de modalidades que conquistaram uma medalha orgulha o país apesar da falta de incentivo ao esporte perante a nova gestão governamental.


Após a extinção do Ministério do Esporte e a falta de reajuste na Bolsa Atleta, o qual há 10 anos mantém o mesmo valor de R$370, tornou-se cada vez mais difícil encontrar novos sucessores para os atletas veteranos, uma vez que, através do auxílio dado pelo governo era possível manter os custos deles há alguns anos.


Os Jogos Paralímpicos de Tóquio começam em 24 de agosto e terá seu encerramento em 5 de setembro. A competição conta com 22 modalidades em disputa, entretanto o Brasil participará de 20, tendo como exceções o rugby em cadeira de rodas e o basquete sob as mesmas condições.


A modalidade mais representada pelos brasileiros será o atletismo, o qual consta 64 representantes, três a mais que na edição do Rio 2016. A princípio seriam apenas 54 atletas, mas após a atualização do ranking de alta performance pelo Comitê Paralímpico Internacional, mais 10 vagas foram abertas.


Ao todo, a delegação brasileira na competição de Tóquio contará com 253 integrantes, incluindo atletas sem deficiência, como os guias, calheiros para a bocha, goleiros para o futebol de deficientes visuais e timoneiros na modalidade de remo. O Brasil quebra seu maior recorde de representantes em Jogos Paralímpicos no exterior, uma vez que na edição passada, em 2016, a delegação contava com 286 atletas.


Uma das grandes promessas para esse ano é o atleta paralímpico João Victor, o qual comemorou há alguns dias o novo patrocínio da Granado Pharmácias, a empresa de cosméticos veterana no Rio de Janeiro, possibilitando melhores resultados em Tóquio.

João nasceu em 2004 com Mielomeningocele, um dos tipos mais comuns de uma malformação da medula espinhal intitulada bífida. O jovem, natural do Rio de Janeiro, é o atleta mais jovem no Paraciclismo mundial, também conhecido como Handbike.


Há registros de pelo menos 100 anos da disputa dos Jogos Paralímpicos, os quais só ganharam força após a Segunda Guerra Mundial. O neurologista judeu Ludwig Guttman uniu esporte e trabalho no tratamento de soldados mutilados e paralíticos após a grande guerra. O primeiro evento esportivo para pessoas com deficiência ocorreu em 28 de julho de 1948 e desde então têm se aprimorado para promover a inclusão dos atletas.


João Sanita