• Revista Maxxi

Quando o coração transborda o bem, a inquietude se transforma em projeto

A ONG Gotas de Flor com Amor começou do coração, com o desejo de dar oportunidade para todos. A inquietude do coração da psicóloga e terapeuta floral, Denise Alves Lopes Roubles, fez com que, aos poucos, a ação voluntária dela se transformasse na ONG. “Mesmo tendo um consultório cheio, eu só conseguia pensar que muita gente não tinha condições de considerar meus tratamentos como uma opção. ‘Por que só quem tem um poder aquisitivo legal consegue fazer esse tratamento?’ Aquilo ficava martelando na minha cabeça. Aí, eu me lembrei de uma amiga que desenvolvia um trabalho social com crianças que vendiam doces no cruzamento de duas avenidas muito importantes de São Paulo, e a procurei para saber como ajudar!”, lembra a psicóloga Denise Robles. “A semente da mudança começou a brotar no coração da Denise e ela decidiu cultivá-la. Foi às ruas, conheceu, escutou, estruturou e inspirou. A intenção era tão boa que se multiplicou. Essa é a magia do bom exemplo, ele se alastra!”, afirmam Iara e Eduardo, os Caçadores de Bons Exemplos. E com apoio e o incentivo dos pacientes, ela a família, amigos e até de estranhos, começaram com um trabalho pontual atendendo nas ruas, depois veio o consultório sustentável na sarjeta, até que viraram ONG de rua. “Todo dia alguém vinha me perguntar se podia participar também. De repente, me vi parte de um grupo com a mesma preocupação de construir um mundo diferente, de contribuir para que as pessoas tivessem uma vida melhor!”, afirma Denise emocionada. Sentada em uma escada, no bairro Brooklin, ela atendia crianças, jovens e suas famílias, em situação de vulnerabilidade pessoal e social, moradores de favelas e cortiços. “Nosso esforço era canalizado para apresentar às crianças um mundo maior e, com o tempo, tirá-las das ruas. Nem sempre conseguimos. No início vinham, mas voltavam. O primeiro objetivo era oferecer algo a mais, para que elas pudessem sair”, completa. Hoje, o Gotas de Flor com Amor tem sede própria e atende mais 200 crianças moradoras de comunidades e cortiços, além de manter outra unidade, o abrigo Anália Franco, onde moram crianças vítimas de violência e abuso por parte dos pais. “É tão bom ter a oportunidade de trabalhar com isso, principalmente poder levar o sonho para aqueles que não acreditavam que sonhar seria possível! Nós acreditamos que estamos cultivando sonhos, para colhermos cidadania”, concluiu.

Por redação Só Notícia Boa/ Com informações dos Caçadores de Bons Exemplos

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